Pulo do Lobo

sexta-feira, dezembro 16, 2005

Luta de Titãs

Momento alto do debate Alegre-Soares: Alegre a reduzir a pó a afirmação veemente de Soares de que não dormiria descansado com Cavaco em Belém.
Memória, ironia demolidora e a frase "se alguém dorme descansado nas mais adversas circunstâncias é o doutor Soares."

5 Comments:

  • At 1:46 da manhã, Blogger António Viriato said…

    É verdade que essa charge de Alegre foi oportuna e contundente, mas Soares fez-se desentendido e, mesmo na Comunicação Social, poucos deram por ela. Ao contrário, na blogosfera, vários foram os que detectaram o acertado remoque de Alegre. Soares parece correr para uma derrota inglória, dilapidando, assim, o seu ainda remanescente prestígio, cada vez mais abalado. Para os mais novos, então, só esta imagem prevalecerá : a de um decrépito guerreiro, que não soube entender o seu tempo, teimando em permanecer na arena para um confronto suplementar, desnecessário e até descabido,quando já lhe falecem as forças e o discernimento para o combate. Mas, se isto parece ser verdadeiro, deixando adivinhar um triunfo, porventura mais facilitado, de Cavaco, não criemos com este expectivas exageradas. Cavaco não parece ter a força, o ânimo, a vontade, a determinação e, sobretudo, a perspicácia política para forjar uma mudança política profunda de que o País desesperadamente necessita. Lembremo-nos como, com ele à frente de duas maiorias, se deu a desestruturação de sectores-chave da nossa economia, se desindustrializou o país, se deixou definhar a agricultura, quase desaparecer as pescas e como se degradou o Ensino, talvez o maior falhanço político da Democracia. Era para esta realidade que os ainda social-democratas não desistentes deveriam acordar, para daí se empenharem numa alternativa política válida. Caso contrário, de pouco servirá a vitória de Cavaco nas Presidenciais. Portugal corre o risco de se tornar, a médio prazo, um projecto inexequível, como entidade estruturada, autónoma, soberana, credível, merecedora do respeito da comunidade internacional. Quem não tiver preconceitos, certamente que perceberá os já demasiado visíveis sinais da iminente desgraça. Agir, portanto, é urgente, mais do que diagnosticar um hipotético mal, que, afinal, já foi analisado em demasia. Quosque tandem...

     
  • At 9:26 da manhã, Anonymous Anónimo said…

    "Dilapidando, Viriato?
    Escreve cheio de palavras difíceis e na moda("inexequível","entidade estruturada" e até fala línguas mortas.
    Mas "di"lapida tudo com a asneirola.
    Quosque tandem, Viriato, abutere patientia nostra?

     
  • At 10:45 da manhã, Blogger Pedro Picoito said…

    Caro António Viriato, julgo que o seu diagnóstico é um pouco severo. De qualquer modo, e apesar de concordar em parte com algumas das críticas que faz a Cavaco (também concordo que se podia ter ido mais longe na educação, por exemplo dando muito mais liberdade aos pais e ao ensino privado), não vejo outro candidato que possa inspirar a renovação de que fala. Por isso votarei nele.

     
  • At 12:44 da tarde, Blogger DCP said…

    Gostei bastante da discussão acerca das idades de cada um dos candidatos, 82 vs 70.

     
  • At 11:28 da tarde, Blogger António Viriato said…

    Permitam-me mais uma pequena intervenção em apenas dois pontos :

    1- A este apressado internauta anónimo das 09:26 am, aconselho : um pouco mais de atenção à sinonímia do léxico português, aumentando o seu convívio com um livro sempre paciente e generoso : o dicionário.

    Na verdade, havia um erro ortográfico no meu comentário, por mero lapso da atenção vigilante, consequência de escrever pela noite dentro, depois de muitas horas de actividade, sobretudo, psíquica, porém, não onde foi apontado.

    2- Quanto ao comentário de Pedro Picoito, obviamente, nada a contrapor, tanto mais que também acho que não há alternativa a Cavaco, no presente quadro de candidatos. Mas continuo a achar aqui razão insuficiente para regozijo, mantendo-se, a meu ver, a necessidade de não exagerar nas expectativas desta sua provável vitória eleitoral e, igualmente, a premência de preparar futuras alternativas políticas. Se estas não forem forjadas, será o próprio país que ficará condenado a progressivo definhamento, quem sabe se rumo a um qualquer finis patriae, que, desta vez, pode revelar-se inexorável, ainda que sob a forma de integração dissolvente numa ampla estrutura político-económica internacional. Oxalá não sejamos nós, nem as gerações mais próximas, as testemunhas desse triste ocaso nacional. Entretanto, navegar é preciso...

     

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