Pulo do Lobo

terça-feira, dezembro 13, 2005

Castelo de Bode

Louçã e Alegre, o segundo uma coisa sem explicação e uma vergonha para o país, o primeiro um infinito repositório de devaneio ideológico, disseram ambos estar contra a privatização da produção e distribuição de electricidade, a extração e distribuição de água. Razões? São sectores “estratégicos” (Alegre chegou a afirmar que a “água é um direito humano”). De Alegre não espero mais que isto: é um inimputável. Mas Louçã apresenta-se e é apresentado como pessoa de estrelar inteligência e de seriedade insuperável. Só posso assumir uma de duas coisas: ou acha que somos todos muito mais parvos que ele (sem possibilidade de acesso às suas razões, ao Nelson e assim), ou é irresponsável. Eu acho e sempre achei que ele e a maior parte das pessoas que o seguem são irresponsáveis: não se preocupam com as coisas deste mundo, faz-se luz com um simples clicar de botão, tudo escorre límpido e impoluto com um simples abrir de torneira. No fundo, isto para eles é tudo um passar de tempo na televisão entre a segunda-circular e o Rio Tejo. Contra isto, antes mil vivas ao doutor Mário Soares. Mas só contra "isto", como nos velhos tempos; que agora são outros, os tempos.

16 Comments:

  • At 1:05 da tarde, Blogger Boris said…

    Ao contrário do qo que este post pretencioso quer fazer crer, a questão é discutível (e discutida, até em "fora" internacionais especializados).
    O problema da escassez de água - que pode bem vir a ser a mais perigosa e explosiva questão internacional nas décadas a vir - levanta, por sua vez, o da apropriação por estados (e, por maioria de razão, por particulares).
    O sr. Jorge Madeira, em lugar de, arrogantemente, afastar o que dizem alguns "inimputáveis" especialistas, devia estudar.

     
  • At 1:12 da tarde, Anonymous Anónimo said…

    Senhor João Madeira:
    não sei quem é o senhor, deve ser muito importante, mas não conheço.
    Deixe-me dizer-lhe isto; Cavaco Silva não será PR; Cavaco Silva vai perder mais esta vez.
    O senhor, embora modestamente, está a contribuir para isso.

     
  • At 1:17 da tarde, Blogger M@rio said…

    Escreveste muito. Foste contra as suas ideias mas, ideias e argumentos próprios...nem vê-los!

     
  • At 2:16 da tarde, Anonymous Anónimo said…

    Eia! Isto está uma campanha alegre! Então, o Alegre é uma vergonha para o país e um inimputável, e o Louçã um irresponsável! Parabéns, malta! Onde é a barraquinha das febras e do tintol?

    Caramelo

     
  • At 3:27 da tarde, Anonymous Joyce said…

    É assim uma espécie de nostalgia, a sua...pelo HOMEM!
    Cuidado com os evangélicos!

     
  • At 7:14 da tarde, Anonymous António P. Castro said…

    Discordo absolutamente de "posts" como este. Fazem lembrar os do defunto Bicho Carpinteiro, da Joana e do Medeiros Ferreira. Desservem quem pensam servir. Só isso.

     
  • At 9:27 da tarde, Anonymous Sergio said…

    Senhor Jorge Madeira, peço que abra uma excepção e me brinde com uma resposta. Já tinha sido tantas vezes tratado por senhor? Muito obrigado.

     
  • At 10:52 da tarde, Blogger pedro said…

    já agora, do alto da sua suprema sabedoria, pode explicar-me porque é que a água deve ser privatizada? e porque é que o acesso à água não há de ser um direito humano universal?

     
  • At 11:42 da tarde, Anonymous ver said…

    Quem usa a cabecinha so' pode estar contra a privatização da produção e distribuição de electricidade, a extração e distribuição de água. Obviamente! E' uma daquelas coisas sobre as quais se deve pensar e reflectir antes de abrir o bico para perguntar: "razoes?". E' facil fazer perguntas. Tao facil que mesmo as pessoas que sao incapazes de perceber as respostas fazem sem pudor todo o tipo de perguntas. Como se o problema estivesse mais na hipotetica ausencia de explicacoes/razoes do que na imbecilidade da pergunta. Razoes? Nos respiramos o oxigenio que as plantas produzem. Razoes? Deviam-se privatizar as plantas e a producao de oxigenio e dar a exploracao, por exemplo, ao Sr. Belmiro de Azevedo. Razoes? O mar e' salgado. Razoes? As laranjas sao, curiosamente, de cor laranja. Razoes?

    Oh senhor Maradona, deixe-me confessar-lhe que o tinha em melhor estima e nao o julgava capaz destas armadilhas demagogicas. Nao o julgava capaz... Mas enfim, "vivendo e aprendendo". Razoes? Razoes? Razoes?

    Rancosas sao as perguntas. No silencio danca a resposta. Mas quem pergunta nao quer respostas. Quem pergunta quer apenas pavonear o eguito. Razoes? Quem tao mal pergunta quer razoes... Razoes? Razoes? Razoes? Diz o eco razoes, razoes, razoes, razoes, razoes, razoes, razoes, razoes, razoes, razoes, razoes, razoes, razoes, razoes, razoes, razoes, razoes, razoes, razoes, razoes, razoes, razoes, razoes, razoes, razoes, razoes, razoes, razoes, razoes, razoes, razoes, razoes, razoes, razoes, razoes, razoes, razoes, razoes, razoes, razoes, razoes, razoes, razoes, razoes, razoes, razoes, razoes, razoes, razoes, razoes, razoes, razoes, razoes, razoes, razoes, razoes, razoes, razoes, razoes, razoes, razoes, razoes, razoes, razoes, razoes, razoes, razoes, razoes, razoes, razoes, razoes, razoes, razoes, razoes, razoes, razoes, razoes, razoes, razoes, razoes, razoes, razoes, razoes, razoes, razoes, razoes, razoes, razoes, razoes, razoes, razoes, razoes, razoes, razoes, razoes, razoes, razoes, razoes, razoes, razoes, razoes, razoes, razoes, razoes, razoes, razoes, razoes, razoes, razoes, razoes, razoes, razoes, razoes, razoes, razoes, razoes, razoes, razoes, razoes, razoes, razoes, razoes, razoes, razoes, razoes, razoes, razoes, razoes, razoes, razoes, razoes, razoes, razoes, razoes, razoes, razoes, razoes, razoes, razoes, razoes, razoes, razoes, razoes, razoes, razoes, razoes, razoes, razoes, razoes, razoes, razoes, razoes, razoes, razoes, razoes, razoes, razoes, razoes, razoes, razoes, razoes, razoes, razoes, razoes, razoes, razoes, razoes, razoes, razoes, razoes, razoes, razoes, razoes, razoes, razoes, razoes, razoes, razoes, razoes, razoes, razoes, razoes, razoes, razoes, razoes, razoes, razoes, razoes, razoes, razoes, razoes, razoes, razoes, razoes, razoes, razoes, razoes, razoes, razoes, razoes, razoes, razoes, razoes, razoes, razoes, razoes, razoes, razoes, razoes, razoes, razoes, razoes,

    Razoes? Era so' para exercitar o
    razoes, razoes, razoes, razoes, copy razoes, razoes, razoes, razoes, and paste.

    Privatize-se o Sol, o oceano, as arvores e os frutos. Privatizem-se os poetas e os futebolistas. privatizem-se os albatrozes e os pinguins. Privatize-se o blogui do Maradona. Privatize-se. Razoes?

    A melhor delas todas, o facto de nao haver razao nenhuma.






















    razoes, razoes, razoes, razoes,












    razoes, razoes, razoes, razoes,

     
  • At 2:33 da tarde, Blogger el__sniper said…

    E se no outro dei um 17, talvez a este dê um 5.
    Falemos da água, captação e distribuição, assim como da distribuição da electricidade. Estes dois bens têm uma característica interessante, quanto mais se produz mais barata é a produção da última unidade (chamada de CMg). Num mercado concorrencial o preço é igual ao custo médio e igual ao custo marginal (assim haverá uma ausència de lucros económicos - haverá lucros no sentido de que se remunerará o capital e o risco). Estes dois bens (na electricidade na distribuição) levam ao chamado monopólio natural (ou seja em cada país o número óptimo de redes de distribuição de electricidade é um e em cada área de distribuição de água o número óptimo é tb um). Deixando estes dois sectores nas mãos privadas sem regulamentação levará a um lucro monopolista. Claro que tudo se pode ultrapassar com regulamentação e fiscalização (necessariamente o Estado tem q intervir), mas como são sectores estratégicos o Estado se privatizar tudo ficará em posição de desvantagem em relação às empresas diminuindo assim a capacidade de regulamentar e fiscalizar. Logo não se pode passar a propriedade das redes de distribuição e os centros de captação de água para mãos privadas. Então q privatização se pode fazer? Apenas a de exploração, i.e., dá-se a um privado o direito de durante alguns anos sob regras estritas de usar os bens para fazer a distribuição. Mas isto continua a dar problemas: por exemplo quem renova a rede, o estado ou o concessionário. Podem ser ambos, no primeiro caso usará o dinheiro de impostos para fazer, mas o preço administrativo da água e de distribuição da electricidade será baixo e o prazo de concessão reduzido, ou o concessionário, mas aqui os preços ao consumidor serão mais elevados e o prazo mais longo, mas na regulamentação terá de haver clausulas de como é feita a renovação. claro q o mais simples era deixar na mão do estado, se este fosse bom gestor, mas...
    ... como vê a questão é complicada e nenhuma solução elimina o Estado do processo, a questão é saber o que gera menos inficiências, se a ineficiência gestora do estado ou o papel regulamentador e fiscalizador do mesmo...

    ...logo qq posição se bem fundamentado e aceitável.

     
  • At 2:38 da tarde, Blogger el__sniper said…

    Quanto ao comentário do VER anterior de privatizar Sol e o oceano. De facto estes dois bens são bens públicos, nas duas vertentes: o meu uso não diminui o usufruto dos outros e, nomeadamente do Sol, é dificil cobrar ,uma vez a produzir nasce para todos.
    A água e a electricidade não goazam da primeira caractrisitca (vocÊ não bebe a àgua que eu bebo, ou não usa a lectricidade que eu uso).
    Quanto as arvores e os frutos, os poetas e os futebolistas são já privados. Para usufruir deles tem de pagar...

    este cometário era mesmo mau dou-lhe um 1 pelo esfroço.

     
  • At 10:53 da manhã, Anonymous Anónimo said…

    ALGUÉM ME PODE DIZER QUEM É O SENHOR JORGE MADEIRA, O QUE FAZ, O QUE COME, SE GOSTA DE CINEMA OU TEATRO, SE GOSTA DE BIFE-COM-BATATAS-FRITAS, EN FIM.... QUE FAZ ELE NA VIDA?
    Luis

     
  • At 6:55 da tarde, Anonymous Solvstag said…

    Afirmar, sem medo, que Manuel Alegre é não só «uma coisa sem explicação e uma vergonha para o país», mas também um «inimputável» (e não em virtude da idade, depreende-se), não é um acto de coragem, mas uma afronta (ao próprio Manuel Alegre e às mais elementares regras da boa-educação), uma falta de sentido de história (da história do nosso país, para a qual Alegre contribuiu enquanto combatente da liberdade e da língua, e continua a combater) e, parafraseando o autor do comentário brejeiro, uma «vergonha». Pergunto-me como é possível que Francisco José Viegas e Pedro Lomba partilhem o espaço com Jorge Madeira.

     
  • At 10:00 da manhã, Anonymous ver said…

    Carissimo El_Sniper,

    Se voce estudasse, com ardor atento e sem humano preconceito, o intricado e complexo ciclo da H2O perceberia, sem dificuldade e/ou angustia, que eu bebo a mesma agua que voce bebe. Exactmente a mesma. Mas claro que nao ao mesmo tempo. Sao assim os ciclos, tem esta dimensao temporal que alguns tem dificuldade em aceitar.

    Quanto a electricidade, meu querido el-sniper, trata-se de um recurso tao renovavel como o Sol. Basta aplicar com cabecinha a tecnologia. Por isso, um dia, qd nos preocuparmos menos com o "oil", "oil speculation", "Bush & Bin Laden families love story", dizia eu, um dia, quando finalmente o homem aprender a usar mais o coracao e o cerebro do que o ego, saberemos tb usar a electricidade de forma tao inesgotavel como hoje em dia usamos o SOl. Inesgotavel ah escala humana porque claro, um dia o Sol no seu processo de evolucao natural tb deixara' de ser Sol. E' tudo uma questao de escala, nao acha? Por exemplo, a escala temporal e espacial de um microbio e de um albatroz diferem abismalmente. Nao e' que um seja pior nem melhor do que o outro. E' que sao simplesmente duas coisas diferentes, neste caso dois seres vivos diferentes. Com recursos diferentes e com problemas diferentes. E, no entanto, ambos resolvem os seus dilemas igualmente bem.

    Deixe-me dizer-lhe que de acordo com o seu raciocinio bacoco, TUDO e' privado. Voce assume que se temos que pagar por algo, entao esse algo e' privado. Mas a verdade e' que temos SEMPRE que pagar por tudo. Claro que nao estou a falar de papel e metal senhori el-sniper, veja la' se faz um pequeno esforco de nao se deixar toldar pela cegueira do seu preconceito! Estou a falar de energia, no fundo a "moeda" de troca basica no sistema natural. Pagamos tudo, mas absolutamente tudo, com energia, pagamos o amor e o odio, a inspiracao e a curiosidade, pagamos a cegueira e a visao, o medo e a coragem, a fe' e o desejo. Pagamos tudo com uma eficiencia incrivel. Uma eficiencia a que nenhum economista, matematico, estatistico, politico pode sequer aspirar. Ja' leu por acaso um livrito chamado The Economy of Nature, Fifth Edition, by Robert E.Ricklefs? Se nao leu, aconselho-o vivamente a le-lo. Va', por exemplo, espreitar aqui: http://www.whfreeman.com/ricklefs5e/

    E, com toda a delicadeza pompa e circunstancia que este momento requer, deixe-me dizer-lhe, caro senhor el_sniper que nao percebi nada do seu primeiro comentario. As suas palavras, a sua organizacao de ideias, a sua forma de comunicar, tudo para mim e' incompreensivel. I find myself saying to myself: "what the fcuk does he means?!?!?!", Mas sabe, cheguei a uma idade em que nao faco grande esforco para compreender quem nao quer ser compreendido. E' pena, mas o meu tempo de vida e' um recurso escasso e limitado e gosto de o usar BEM. Tambem lhe queria dizer caro el-snipe que as suas notinhas nao me interessam nada, nadinha de nada. Alias, noto uma certa mania (doentia?) nessa sua obcessao de classificar os outros. Aconselhava-o mesmo a pensar em si primeiro antes de se por a dar notas aos outros. Com toda a franqueza, porque e' que nao vai "mazeh" fazer exercicio muscular? You will maybe be surprised, to realize that the brain works in many ways as a muscle, just like the heart. And like any other muscle of our body one can always choose what one wants to do with it: use it or lose it? Eis a questao.

    Saudacoes cordiais e atentas,

    Veronica Rodrigues Costa Neves

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    Contribuinte = 206210930

     
  • At 10:03 da manhã, Anonymous ver said…

    "Quanto ao comentário do VER anterior de privatizar Sol e o oceano."

    A "ver", irra, porque e' que me chamam sempre O "ver"?!

    A ver
    A ver
    AAA
    A
    A
    A-A-A-A!

    Irra!

     
  • At 8:58 da tarde, Anonymous samuel quedas said…

    O senhor Jorge Madeira deve fumar ou injectar uma merda forte como o caraças. Ou então, na pior das hipóteses, é mesmo imbecil.
    Saudações.

     

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