Pulo do Lobo

quarta-feira, dezembro 21, 2005

Isto Agora Não É Sobre o Debate...

... mas hoje comemoram-se os duzentos anos da morte de Bocage.
Porque será que só consigo lembrar-me daquele soneto "Já Bocage não sou!... À cova escura/ Meu estro vai parar desfeito em vento"?
Porque será?

6 Comments:

  • At 7:01 da tarde, Anonymous Anónimo said…

    Não sei porque será, mas imagino. Acho que podia ter escolhido melhor. Esse soneto acaba por ser acerca da condição humana; não acerca de A ou de B.
    "Vejo agora quão vã figura/em prosa e em verso fez meu louco intento/"
    Com as devidas adaptações, não houve, não há e não haverá ninguém que não 'enfie a carapuça'...
    Devíamos estar a falar das Presidenciais, mas... 'à quoi bon'? O programa segue em Janeiro, essa é que é essa.
    Portanto: Já reparou a que ponto o Eclesiastes ecoa neste soneto? Já reparou nos ecos budistas da 'Pavorosa Ilusão de Eternidade'?
    E, no entanto, o nosso homem era um libertino, um devasso, um bandalho...
    Aí está um cume a que nem Cavaco nem Soares chegariam...

    Vitor Correia

     
  • At 12:32 da manhã, Anonymous Free Lancer said…

    Só o Pedro sabe porque será, mas eu tenho cá um pressentimento:
    Será que ficou tão desiludido com a prestação televisiva do seu "herói", que decidiu, para esquecer e refrescar as ideias, dar um pequeno mergulho nas ondas da cultura e fazer umas citações do poeta Bocage, no bicentenário da sua morte?
    Ou será que foi a sua mulher que no 1º. jantar para que a convidou o aconselhou a comprar um livro de um poeta famoso, abrindo caminho para num segundo jantar o aconselhar a comprar " As Trovas do Vento que passa" do Manuel Alegre e num último jantar lá para meados de Janeiro, quem sabe , o poder convencer a votar no mesmo poeta.
    E assim veríamos o feitiço virar-se contra o feiticeiro, sendo que nesse duelo Cavaco-Alegre, lá em casa teríamos quem sabe em vez de um empate 1-1, uma vitória inesperada da Poesia sobre a Economia por 2-0.
    Malhas que o amor tece...1.
    Como dizia Pascal : "Le Coeur a des raisons que la raison ne connais pas".

     
  • At 1:54 da manhã, Blogger Pedro Picoito said…

    Pois, pois, ou como dizia l`autre: "tu chantes bien, mais tu ne m`alegres pas". (Alegre, pá, não sei se estão a ver o trocadilho...)

     
  • At 11:02 da manhã, Anonymous Anónimo said…

    Ó Picoto, definitivamente não tens grande graça.
    E quanto ao Bocage, acho que te ficas pelas anedotas.
    Apaga já, picoto.

     
  • At 12:15 da tarde, Anonymous Free Lancer said…

    Pois, pois, digo eu , ...mas depois do vazio que sente após a desilusão que o debate lhe causou, o meu amigo PP deveria seguir as pisadas da sua mulher, votando no Alegre e simultâneamente poupava uns "trocadinhos" em jantares à luz da vela.
    E a tristeza que ainda o invade, daria lugar lá em casa à mais perfeita harmonia, isto porque 1 voto em Alegre + 1 voto em Alegre só pode dar uma "completa Alegria"
    Até rima, como diria o Alegre !

     
  • At 11:40 da tarde, Blogger António Viriato said…

    Fez V. muito bem em evocar o grande árcade Elmano Sadino, que não contava só, nem muito menos tantas, anedotas de mau gosto que lhe atribuem espíritos vulgares. Foi-lhe madrasta a vida, maus fados o guiaram, como ao outro, seu émulo distante, Poeta excelso, o mais ilustre de todos os nossos Vates, Camões, também ele mal remunerado em vida. Enfim, malhas que o Império tece... hoje, como ontem...

     

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