Pulo do Lobo

quinta-feira, janeiro 19, 2006

Passado e Presente



Nesta campanha, alguns escolheram fechar todas as portas ao futuro e viver o presente com a cabeça no passado. E o passado, não será despiciendo repetir, teve já o seu tempo. O momento é sério e o momento é de Cavaco. É o momento de chegar à Presidência alguém capaz de perceber politicamente o que é a modernidade, alguém capaz de perceber que os problemas de hoje se prendem com a crescente convergência económica dos Estados e a relação cada vez mais próxima entre agentes económicos globais e as respectivas razões de troca, os mercados. Nenhum dos outros candidatos parece disposto a perceber isto. Com eles a política deixa de fazer sentido e transforma-se num admirável exercício ficcional. Com Cavaco a política sempre pareceu fazer sentido. E eu, que acredito sumamente no curso bruto e inevitável das coisas e no despotismo dos factos, estou saturado de exercícios orais de literatura fantástica. É tempo de fazer política e é tempo de perceber a política que se faz.

10 Comments:

  • At 7:11 da manhã, Blogger Boris said…

    É só uma impressão minha ou está a atenuar-se o tom triunfalista da "vitória à 1ª volta"?
    Enfrentam,finalmente,a realidade?

     
  • At 9:38 da manhã, Blogger Miguel Marujo said…

    «Nesta campanha, alguns escolheram fechar todas as portas ao futuro e viver o presente com a cabeça no passado.» Por isso, muitos de nós dizem não a Cavaco, ao passado de dez anos que não esquecemos. Resistir é vencer!

     
  • At 9:42 da manhã, Blogger Sérgio said…

    E pronto. Nesta fase da coisa surgem sempre os posts visionários afirmando que todos os que não votam cavaco estão no presente com a cabeça no passado, etc... E voltamos a ler a ladaínha neo-liberal da convergência económica entre estados, coisa aliás que, como não podia deixar de ser só cavaco percebe. Até porque antes dele não havia economia e praticava-se a troca directa em Portugal. Quando cavaco apareceu tudo mudou e hoje somos o que somos. Caro Tiago, não sei se já perecebeu mas o cavaco já lá esteve 10 anos durante os quais podia ter contribuído para desenvolver este país. Mas não o fez. E quando saiu, aqueles que agora o apoiam continuaram por aí mantendo toda a força que observamos. Os vanzellers, os dias loureiros, os belmiros continuaram aí. Vocês defendem que são eles, os empresários, que podem fazer avançar o país. Mas então, porque é que eles não o fazem? Mas se calhar as suas contas pessoais desenvolvem-se cada vez mais todos os anos. Ou então ameaçam com a saída para Espanha para não perderem 5 ou 6% de lucros. Lembra-se? E em relação à literatura fantástica, eu percebo que ela não o motive. Perante a frieza brutal dos números, a literatura só atrapalha. Até porque a literatura faz pensar e isso não é mesmo nada conveniente. Já viu o que acontecia se toda a gente pensasse mais um bocadinho? Talvez percebessem que cavaco é o pior candidato, aquele que representa um retrocesso não em termos políticos mas também em termos sociais e culturais, que corremos o risco de viver na arrogância e na ditadura fria, calculista e desumana dos números. E que, para além disso, com este post só reforça os que acreditam que cavaco pretende governar a partir do palácio rosa. Porque estas questões não são da competência dele, mas sim do 1.º Ministro. Compreende-se o dramatismo. O dia 22 está próximo e a segunda volta também...

     
  • At 1:31 da tarde, Blogger Félix Esménio said…

    Momento de humor:

    Um homem vai por uma estrada quando avista, a pouca distância, um balão voando baixo.
    O balonista acena-lhe desesperadamente, baixa o máximo possível e grita-lhe:
    - Eh, você! Poderia ajudar-me? Prometi a um amigo que me encontraria com ele às duas da tarde, porém já são duas e meia e nem sequer sei onde estou.
    Poderia dizer-me onde estou?
    O outro homem, com muita cortesia, respondeu:
    - Mas claro que posso ajudá-lo! Você está num balão de ar quente, flutuando a uns vinte metros acima da estrada, a 40 graus de latitude norte e 58 graus de longitude oeste.
    O balonista escuta com atenção, perguntando-lhe, em seguida, com um sorriso:
    - Amigo, você é engenheiro?
    - Sim, senhor, ao seu dispor! Como conseguiu adivinhar?
    - Porque a sua resposta está tecnicamente correcta, porém essa informação é-me totalmente inútil, pois continuo perdido. Será que não pode dar-me uma resposta mais satisfatória?
    O engenheiro fica calado por alguns segundos e finalmente pergunta ao balonista:
    - E você, não será por acaso um socialista?
    - Sim, sou realmente filiado no PS. Como descobriu?
    - Ah! Foi muito fácil! Veja só: você não sabe onde está nem para onde vai.
    Fez uma promessa e não tem a mínima ideia de como irá cumprí-la e ainda por cima espera que outra pessoa resolva o seu problema.
    Continua exactamente tão perdido quanto antes de me perguntar.
    Porém, agora, por qualquer estranha razão, a culpa passou a ser minha...

    Questão existencial:
    Que será de nós, portugueses, com um "engenheiro socialista!" à frente dos destinos da Nação.

    Aparte: Não tenho nada contra os engenheiros...

     
  • At 4:17 da tarde, Blogger Vitor Correia said…

    Calma!!! Essa do passado, mesmo que não seja essa a intenção, pode magoar!
    E depois há maduros como eu que, sem querer magoar ninguém, acham que, não só a 'esquerda' está no passado, como a 'direita' também; com as honrosas excepções de uso, uniformemente distribuídas por ambos os lados...
    Dou, como exemplo, o consenso mole e caduco existente acerca do que é cultura. O referencial, da esquerda e da direita, é o mesmo - e passado mais passado não há...
    Dir-me-ão: mas o que tem a cultura a ver com a Política?
    Muito, digo-vos eu; a cultura é o instrumento 'formatador' por excelência das diversas concepções do Mundo...

     
  • At 6:24 da tarde, Blogger el__sniper said…

    Cavaco acha inaceitavel que a Rep. Checa nos ultrapasse, mas não percebe as razões de fundo. Pensa ele que é através da manipulação conjuntural que se cresce, ele sim vive no passado. No passado da economia feita na década de 80, falta-lhe toda a década de 90, nomeadamente em teoria de crescimento (inovação mais do que acumulação de capital é a base primeira do crescimento). todas as suas políticas de dez anos foram de acumulação de capital e não de investimento em inovação e educação, o resultado entre nós e Espanha vÊ-se.

     
  • At 2:34 da tarde, Anonymous Anónimo said…

    Lá está a ladainha da esquerda que não pode ver ninguém com €€€.
    Não faz mal termos a energia mais cara, desde que seja o Estado a ficar com o €€€, em compensação nossas empresas são menos competitivas.
    Para termos rede, temos de pagar e bem, somos muito mal servidos nas telecomunicações, temos empregados de uma dessas empresas que não sabe ou não se dá ao trabalho de excluir informação 'filtrada'.
    Continuemos assim, o que importa é que hajam menos ricos, o que importa é que com a falta de concorrência, mais cedo ou mais tarde vai tudo para a mão dos espanhois, e alguns ex-ministros levam com umas migalhas.
    Ainda preocupados com o Belmiro, tenho mais medo de pessoas como Dias Loureiro, ou Pinas Mouras e outros, que passam pelo nosso governo e depois ganham rios de €€€ pelo tempo que lá passaram, indirectamente às custas do Estado.
    Mais cedo ou mais tarde vamos ter uma iberdrola a controlar a energia em Portugal, eles já estão a chegar.
    Mas sebem que mais, vamos continuar a pagar o mesmo, ou mais ainda, lembrem-se como foi com a gasolina.
    O que está é passar tudo para a mão de privados que sem concorrência fazem os preços que querem, e o Estado vai perdendo os dedos e os aneis.
    É tudo muito hipócrita, enquanto continuarmos assim, não se preocupem com a Rep. Checa que vai ser um grande pais, tenho medo é quando os outros todos passarem por nós.
    Um dia vamos ter de andar como a Bosnia/Herzgovina ou Kosovo, a ter de inventar guerras regionais para que a ONU e nações Unidas tenham de meter soldados para gastar €€€ connosco, muitos deles gastam exclusivamente em putas e vinho verde, portanto cuidado com vossas mulheres.
    Há que desemperrar tabus, e desaparecer com uns bichos papões.
    Para muitos de nós, ser empreendedor é abrir um café da esquina, temos de mudar mentalidades e deixar de andar sempre a pedir e dar alguma coisa.

     
  • At 7:21 da manhã, Anonymous Anónimo said…

    Enjoyed a lot! » » »

     
  • At 4:41 da tarde, Anonymous golfing equipment said…

    Vincent agrees that the square driver is stable, but he said to create that stability the face of the driver is shallow to save mass to fill out the square. golf tournaments And I don't think Tiger is the kind of guy who's thinking about the streak anyways. That is the design of the 3-wood, he said. There are others who just want to hit the ball as far as they can hit it.

     
  • At 11:36 da tarde, Anonymous Anónimo said…

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