Pulo do Lobo

terça-feira, dezembro 20, 2005

A estratégia terrível

Não custa imaginar qual vai ser, no debate de logo à noite, a matéria na qual Soares deposita uma mais sanguínea confiança para atacar Cavaco: a guerra do Iraque, e, pelo caminho, a globalização "neoliberal". Soares extravagantemente considera a sua posição nestas questões, pela visibilidade pública que lhe garantiu em Portugal e no círculo íntimo de José Bové, a última glória do seu currículo de grande político, e, concomitantemente, acha que a atitude de Cavaco revela a pequenez deste (Louçã, de resto, deu no outro dia o toque). Acontece que a posição de Cavaco, tal como na altura a exprimiu - e a relembrou na entrevista a Constança Cunha e Sá -, é perfeitamente inatacável. Soares, no entanto, não o vai largar, como aqueles boxers que se agarram ao adversário e não o deixam mexer-se (algo que ele, para todos os efeitos, tem tentado, sem sucesso, dia sim dia sim). Mas a Cavaco basta lembrar que chamar "bêbado" e "drogado" a um presidente de um país amigo - como, na altura, Soares chamou a Bush - não recomenda ninguém para o exercício das funções presidenciais.

3 Comments:

  • At 12:48 da tarde, Anonymous Anónimo said…

    Há lapsos e lapsos. Chamar boxer (raça de cão) a um adversário não é o mesmo que chamar-lhe boxeUr, que era o que, creio, queria fazer.

     
  • At 2:11 da tarde, Blogger Paulo Tunhas said…

    Caro Anónimo,

    Em francês, o plural de "boxeur" é, indiscutivelmente, "boxeurs". No entanto, eu escrevi "boxer"´em inglês; e suponho que o plural é "boxers". De resto, é provável que o nome da raça de cães venha da nobre actividade humana. Mas resolvamos a coisa amigavelmente: "boxadores".

     
  • At 3:04 da tarde, Blogger daviduskas said…

    Amigos: com todos os estrangeirismos que abundam na nossa língua pátria e tendo como único propósito tentar resolver a vossa disputa linguística, porque não antes PUGILISTA E PUGILISTAS?

    Saudações

     

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