Pulo do Lobo

quarta-feira, novembro 16, 2005

As vantagens de saber economia (V)

A economia é geralmente definida como a ciência que procura explicar o comportamento dos indivíduos a partir da sua reacção aos incentivos existentes na sociedade.
Ora um dos problemas endémicos de Portugal é precisamente o dos incentivos darem muitas vezes os sinais errados. Os portugueses precisam de outros incentivos. Incentivos que estimulem a cultura do trabalho, do mérito, do gosto pelo risco, do rigor e da disciplina.
Cavaco Silva é o candidato mais bem colocado para transmitir os sinais/incentivos que podem ajudar Portugal a sair da actual crise. Desde logo a sua formação em economia permite-lhe perceber mais facilmente o funcionamento destes mecanismos de sinalização.
O melhor exemplo dessa atitude é, desde logo, o slogan dos seus cartazes: ‘Portugal precisa de si’, que transmite a ideia de que Portugal só pode melhorar se todos nos empenharmos nisso – não se vai lá com soluções mágicas ou discursos sobre mudança que não passam de retórica balofa.
Mas Cavaco Silva transmite também sinais correctos aos portugueses quando diz que não nos podemos resignar a ser os mais pobres da UE a 15 (número com tendência para aumentar) e que não devemos ter medo da globalização. Por muito que se fale na necessidade de mudança, muitos continuam a viver comprazidos no Portugal de hoje. Outros acreditam numa espécie de determinismo histórico que não nos permite ultrapassar a barreira dos 70% da riqueza média da União Europeia.
São também sinais positivos para a sociedade portuguesa os que resultam do percurso pessoal de Cavaco Silva. Este ainda nos faz acreditar que o mérito em Portugal também pode ser recompensado. A sua imagem de sobriedade, competência e honestidade são também um sinal muito importante para os portugueses.
Não será preciso ser economista para dar aqueles sinais aos portugueses. Mas será certamente uma vantagem ter formação económica para melhor compreender e transmitir os sinais de que Portugal precisa para se adaptar ao mundo em que vivemos.

6 Comments:

  • At 2:44 da tarde, Anonymous Anónimo said…

    Muito bom.
    adicionei-o à minha lista de favoritos.

     
  • At 9:36 da tarde, Anonymous Anónimo said…

    Cuidado com os erros de português. Não é "meanismos" MAS SIM "mecanismos"! Por muito oportuno que seja um post perde logo impacto com erros destes, não é?

     
  • At 9:50 da tarde, Anonymous Anónimo said…

    Este tipo de comentário,e de blog, faz com eu cada vez mais tenha a certeza de que a nossa democracia, caminha pelo trilho errado, com pessoas que têm por formação mais conhecimentos, que o vulgo mortal, conseguem tecer comparações, entre pessoas "politicos" e a suas formações, e dar tiros nos pés ao mesmo tempo. Tenham cuidado com a vossa imagem, as mensagens dos blogs, correm o mundo em segundos, e quem os lê faz em seu juizo, a avaliação de quem os escreve.
    Eu já percebi, que este blog pertence a um Clã do Cavaco, e que quem posta nele, defende uma democracia, com côrtes, é assim uma espécie de Monarquia, disfarçada de Democracia, e estes Srs. são os condes e os barões, desta civilização. Com sorte e se o vosso candidato ganhar, poucos de vós vão ter direito a um "job", porque felizmente o gabinete da Presidencia da Républica não tem lugar para tanta gentinha.

     
  • At 3:14 da tarde, Anonymous VascoGabriel said…

    Sobre Economia vs "cultura", veja-se o artigo de Vitor Bento no DE: http://www.diarioeconomico.com/edicion/diario_economico/opinion/columnistas/vitor_bento/pt/desarrollo/592223.html
    e o que o LA-C escreveu aqui:
    http://aguiar-conraria.weblog.com.pt/arquivo/128856.html

    Mal sabia ele...

     
  • At 3:23 da tarde, Anonymous VascoGabriel said…

    Oh Fernando, entao o teu amigo VPV desfaz o teu candidato daquela maneira??? Um malandro, este VPV...

     
  • At 11:00 da tarde, Blogger Fernando Alexandre said…

    Ó Vasco leio o Vasco Pulido Valente (um homem com qualidades)com atenção desde o início do cavaquismo - aliás ando a reler as suas crónicas desse período. E acho que quanto mais o lia mais cavaquista era; e quanto mais o releio mais cavaquista sou. Pretendo explicar esse sentimento, aparentemente contraditório, num dos próximos posts.

     

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